PCDF prende servidores da Semob por envolvimento em esquema de propina

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PCDF prende servidores da Semob por envolvimento em esquema de propina

By | 2017-10-24T08:47:36+00:00 quinta-feira, 5 de outubro, 2017|Clipping|0 Comentários

JORNAL DE BRASÍLIA – A Polícia Civil do Distrito Federal desencadeou a Operação Mobilidade na manhã desta quinta-feira (5), para prender suspeitos de integrar um esquema de propina envolvendo servidores da Secretaria de Mobilidade. Investigações apontaram pagamentos indevidos aos auditores como meio de liberação de ônibus em situações irregulares, a maioria, inclusive, oferecendo risco à segurança dos passageiros.

A ação resultou na prisão de quatro pessoas, além de uma condução coercitiva e cumprimento a mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos, dois são auditores fiscais da Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle (Sufisa).

A operação, coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), contou com a participação da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), e do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Operação Mobilidade é um desdobramento da Operação Checklist da PCDF, deflagrada em setembro pela Corf, para investigar crimes de corrupção ativa e passiva e associação criminosa.

“Embora as investigações sejam independentes, houve a interação entre as duas unidades policiais (DECAP e CORF) para melhor elucidar a atuação desse grupo criminoso. As prisões e buscas de hoje visam ampliar e dar continuidade às investigações”, esclarece o chefe da Decap, delegado Virgílio Agnaldo Ozelami.

Operação Checklist

Checklist foi deflagrada em 1º de setembro. Foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 2 de condução coercitiva e 16 buscas e apreensões. Entre os itens apreendidos estão duas armas de fogo, R$ 10.770 em espécie e um veículo, que, supostamente, foi dado como forma de pagamento.

Segundo as investigações, o esquema fraudulento concedia o selo de vistoria de forma ilegal a veículos de transporte coletivo de cooperativas por meio de pagamento de propinas de particulares interessados no serviço. O selo de vistoria é indispensável para que veículos possam circular regularmente no Distrito Federal.

Cada vistoria era feita mediante o pagamento de R$ 400 a R$ 800. O valor dependia da situação do ônibus. “Em um dos casos, um veículo estava com problemas no elevador e um dos envolvidos falou que, para solucionar, o elevador poderia ser retirado”, exemplificou o promotor de Justiça Fábio Nascimento.

Do JORNAL DE BRASÍLIA 

Foto: Bruno Esaki / Jornal de Brasília 

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